Nosso Maior Erro

Observando os fatos que nos cercam, notamos o óbvio:

Que nada somos em relação às circunstâncias.
Passamos a acreditar que somos levados a concretizar o que já estava escrito
Sentimo-nos impotente mediante a força dos acontecimentos
Vemo-nos como meros fantoches do destino
Sentimo-nos usados pelas grandes forças do universo.
E por estes motivos começamos a especular sobre os fatos
E caímos na constatação de que, por mais que nos esforcemos,
Nunca encontraremos respostas para as nossas dúvidas
Pois, se a dúvida é do homem, este pode não ser capaz de esclarecê-la;
Chegamos à conclusão de que somos meros impulsos hormonais,
Que só temos uma única vantagem acima dos outros animais: A Consciência.
Mas do que nos serve uma consciência limitada que certas questões não podem esclarecer?
Que vantagem seria esta, que nos leva a agir pior do que aqueles que não têm consciência nenhuma?
Passamos a questionar a nossa própria razão.
Perdemos o norte de nossa sapiência;
Constatamos que de nada vale uma mente sóbria, Se nossas atitudes são ébrias.
Duvidamos daquilo que nos fora ensinado por nossos mestres
Que o homem é o único ser racional, que não se leva por impulso… Não é o que constatamos!
Quantos dos da nossa espécie, costumam a agir pela não-razão?!
Somos piores que animais, quando o assunto mexe com nossos interesses;
Quantos já sepultamos de nós mesmos, pelo simples fato de nosso antropocentrismo?
Vivemos uma paz ameaçada por nossa arrogância
Uma harmonia baseada numa utopia de tolerância
Na constante demagogia do convívio social.
A verdade passou a ser algo anormal
A mentira é considerada parte do ser humano,
Contudo, há pessoas que não se permitiram modificar,
Estes o mundo chama discriminadamente de sonhadores.
Homens que pagam com a própria vida o preço de seus sonhos
Que preferem viver por um breve momento, aquilo que seus corações abraçaram,
Homens que tiveram suas vidas arrancadas deste mundo
Por não se situarem com ele
Rosas que foram consideradas ervas daninhas
Cores introduzidas em um quadro feito em dégradé de cinza.
Contudo, o mundo luta uma luta vã,
Pois, todo mato arrancado com ferramenta imprópria, tornam a crescer,
E os tons de cinza, não podem apagar as cores vivas.
Apesar de o mundo estar doente, já sentiu o gosto da cura,
E todo corpo quando invadido por um organismo estranho, cria registros!
E assim como a água em terra seca traz a vida
Podemos acreditar que é possível um dia, devido a breve existência deste que expulsamos,
Sermos libertos de nosso maior erro:
Nós mesmos.
João Batista Gregório Júnior
03 de Outubro de 2006
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Esta publicação foi escrita por Gregório Júnior e publicada em dezembro 12, 2009 às 2:13 am. Está arquivada em Reflexão. Guarde o link permanente. Seguir quaisquer comentários aqui com o feed RSS para este post.

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