O triste dia de um usuário de um Banco

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Ontem, Quarta-feira (15/04/09), como todo bom assalariado que cumpre escala de serviço, larguei depois de 24 horas de cumprimento de horário, chego em casa às 09h30 da manhã o referido dia, aproveito um relaxante Banho, tomo meu merecido café da mnhã e me jogo dentro do carro para mais um dia de chefe de família;

Com um objetivo pré determinado de resolver problemas junto há algumas instituições financeiras, como por exemplo, o recebimento de Alvará de Liberação Idenizatória, levo comigo em meu veículo todos os documentos necessários, além das contas para pagamento e um bom livro, como que vislumbrando a necessidade de MATAR O TEMPO.

Antes de chegar ao Banco, dirijo-me à duas auto peças, a fim de fazer um orçamento já discriminado numa folhinha de papel, e para não perder tempo, deixo este orçamento aos cuidados dos donos dos estabelecimentos automotivos e parto para cumprir o meu destino. No caminho noto que a loteria estava vazia, aproveito, estaciono o carro, desço e levo comigo as contas para pagar, 50% do trabalho concluído! agora só falta o recebimento da minha idenização.

No estacionamento, falo amigavelmente com o franelinha, informando que logo voltaria,pois só iria resolver um “Probleminha” junto ao banco, e não demoraria, este riu, ficou cumprindo seu oficio; Chego ao Banco do Brasil da Praça João XXIII, no centro do Paulista, Região Metropolitana do Recife (RMR) às 11h01, pergunto ao funcionário como deveria proceder para o recebimento do Alvará, este gentilmente me indicou uma impressora de Senhas para atendimento, fui até a tecnológica máquina, digitei as informações solicitadas, e recebi um número com o horário de minha chegada naquela instituição.

Começou a minha saga. Abri minha pasta, peguei o livro que me ajudaria não mais que por uma hora, após fadigado de tanto esperar, noto que a numeração do painel havia diminuído de P032 para P011, 21 números a menos, o que me causou certo incomodo, pois ao chegar e ver o primeiro número citado, logo mentalizei 10 usuários na minha frente, também calculei em média de no máximo 1h30m de espera… que ingenuidade! depois de mais de 30 minutos de desinformação sobre o painel, levantei-me e fui novamente a impressora para imprimir outro bilhete, o que levei um susto, pois se minha Ficha era P042, passou a ser P059! de posse das duas fichas comentei cm alguns dos usuários que estavam ali, e fui agraciado com a ficha P034, abri um leve sorriso e agradeci, pois isso não mudava a dura realidade de que a numeração do Painel havia diminuído bruscamente.

Aproveitando o frisson que se deu alí, incitava alguns a perceber o painel, que de imediato revoltavam-se pela Demora e falta de esclarecimento dos funcionários do referido banco. Após Três longas horas, vi a minha ficha presenteada ser chamada, dirigi-me à mesa indicada e tentei ser atendido.

Ao sentar na não muito confortável cadeira, que após tantas horas de espera, passava a ter a mesma rigidez de um banco de praça, entreguei ao Sr. Renam (Foi como se identificou), o Alvará que só não estava amassado, graças a minha pasta, pois se o levasse sem nenhum meio de porta-lo, no mínimo estaria ilegível. O Respeitável Jovem que não aparentava mais que vinte e poucos anos, ou mais um integrante da geração coca-cola, sem muito se alongar, deixou-me esperando sentado mais uns 15 minutos, pois quando acomodei-me “um camarada” de Renam, também funcionário do Banco, trouxe outro assunto mais interessante que o meu, pelo que o meu atendente não teve dúvida em priorizar este ao invés do meu. quando estava preparado para me atender, olhou-me com jeito de poucos amigos e começou a digitar.

Neste momento questionei o tempo e disse que era um absurdo ter que esperar 3 horas para um atendimento tão simples, sarcasticamente respondeu-me com um “Também Acho!”; como se não bastasse, ainda interpolei sobre uma lei de que ouvira falar de tempo para permanência em estabelecimentos financeiros, a esta pergunta respondeu-me com muita propriedade e com ar de triunfo: “É uma lei municipal, e aqui em Paulista, não vigora!”. Mediante isso, me vi num mato sem cachorro, emudeci e aguardei a conclusão do atendimento. quando finalizado todo processo por parte do funcionário, notei que o valor da idenização era menor que o determinado pelo alvará, ao questionar, a resposta foi curta e grossa: “Nós pagamos o que está na tela, se o senhor não quiser, terá que dirigir-se ao forúm. Olhei revoltado pára aquele que era pago para presta um bom atendimento, e notei que ele não era muito hábil para lhe dar com o público, “torci meu pâncreas para não esboçar nenhuma reação”, e respondi: infelizmente não poderei assinar.

O caso foi levado à gerente, que sem sair de seu lugar, mandou um “recado” para que eu me dirigisse ao fórum, a fim de resolver esse impasse. para minha sorte o juizado era alí próximo, corri até lá, (pois em menos de uma hora ninguém mais poderia entrar no banco) e voltei com a resposta favorável: Três ofícios emitidos pelo próprio banco confirmando o valor do dito alvará. Ao constatarem o equivoco deles mesmos, tramitaram de imediato a liberação, com um detalhe: haveria outra fila! passei mais uma hora e meia aguardando para resgatar o dinheiro no caixa, e quando fui me dar conta já eram 16h00! o que totalizou 5 horas (sem ir ao banheiro ou tomar uma aguinha, pois a agência não disponibiliza) para um atendimento que poderia ser feito em 30 minutos.

Outro fato ocorreu com minha esposa, que sem solicitar “foi feita cliente” do Unibanco (que realmente NÃO parece um banco), durante 6 anos forçados como cliente, imposto pela empresa a qual mantém uma agência do referido estabelecimento em suas dependências;

além de ter que deixar forçosamente certa quantia do seu ordenado para não pagar multas estabelecido pelo banco, percebeu que havia sido subtraído uma quantia que, comparado ao salário percebido, era uma boa fatia que faria falta. AO TENTAR falar com a gerente, e não conseguindo, pois esta só atende costumeiramente funcionários da empresa que possuam níveis de liderança, fora atendida por uma funcionária que só sabia dizer que o que estava acontecendo era norma, e nada mais. Após muito insistir e sem conseguir falar com a gerência, conseguiu pelo menos cancelar a conta e solicitar o cartão salário, além de assinado um termo que o banco lhe devolveria a quantia subtraída (o que prova que não era necessário).

Estas duas histórias VERÍDICAS, acontecem todos os dias em todo o Brasil; aconteceu comigo e com minha esposa, e sabemos que irão acontecer novamente, pois entendemos que desses absurdos (Funcionários mal treinados, poucos funcionários, falta de acomodação, falta de banheiros para clientes em atendimento, discriminação de pessoal, etc.) à um lucro real dessas instituições, num certo “CONTROLE DE GASTOS”, para um melhor atendimento de quem realmente tem dinheiro. É um total desrespeito com o usuário/contribuinte, com os idosos que esperaram naquele dia o tento quanto eu, sem mais luxo o que em tive e menos conforto que pude extrair de minha resistência. Não temos como reclamar, pois como bem me informou Renam, “É uma lei municipal, e aqui em Paulista, não vigora!”, apenas temos que aproveitar momentos para expressar nossa insatisfação, vergonha e decepção com o nosso sistema financeiro, que trata usuários não pelo que são, mas pelo quanto possuem em conta, e o bairro que moram. Hoje terei que comparecer a uma agência do Banco Real, será que terei outra historia para contar?

Isso é uma Vergonha. Imagem

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Esta publicação foi escrita por Gregório Júnior e publicada em abril 16, 2009 às 8:39 am. Está arquivada em Banco, Banco do Brasil, Unibanco. Guarde o link permanente. Seguir quaisquer comentários aqui com o feed RSS para este post.

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